Renato Turnes é ator e diretor de teatro e cinema.

 

 

Nasceu em Florianópolis/SC em 1973 e graduou-se em Artes Cênicas pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina.

 

Ainda na faculdade atuou junto ao Grupo (E)xperiência Subterrânea, sob a direção de André Carreira, em espetáculos como A Destruição de Numância, O Homem de Cristal e Álbum Sistemático da Infância.

 

Criou em parceria com Jefferson Bittencourt a Trilogia Lugosi, série de solos que exploram a linguagem do Horror. Nesse projeto estreou O Coração Delator (Edgar Allan Poe - 2003), Outsider (H.P. Lovecraft - 2005) e O Fantástico Homem que Imita A Si Mesmo (Fernando Bonassi - 2010). O projeto  da trilogia foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz FUNARTE de Teatro 2009. 

 

Como diretor de teatro estreou em 2008 com Mi Muñequita , texto de Gabriel Calderón, que circulou pelo Brasil integrando o Projeto Palco Giratório SESC 2010.

 

Nesse mesmo ano fundou, em parceria com a atriz Milena Moraes, a La Vaca Companhia de Artes Cênicas.

Dirigiu em 2010 Emoções Baratas (ou Eu Te Amo Glória Pires), junto a Cia Experimentus, de Itajaí/SC.

A partir de 2011 participa, como diretor artístico e supervisor de criação, das comédias do Projeto #RiAlto, estreando espetáculos cômicos e shows de humor como Do avessoD.R , Cabaret #RiAlto As Felicianas.

 

Com a La Vaca estreou em 2012 Kassandra, a partir do texto de Sergio Blanco, em projeto financiado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011.

 

Em 2012 protagonizou Le Frigô, baseado no texto de Copi, com direção de Vicente Concilio.

Ainda em 2014 dirigiu a atriz Vanderléia Will, da Cia Pé de Vento Teatro, no solo Dona Bilica - Naquele Tempoprocesso que resultou em espetáculo e documentário.

Em 2016 realizou, em co-autoria com Karin Serafin, a performance de rua Parte da Paisagem, contemplada com o Prêmio Catarinense de Dança - Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura/2015.

 

Nesse mesmo ano percorreu o Brasil com ator convidado da Cia Caixa do Elefante, de Porto Alegre, com o espetáculo Prólogo Primeiro, em projeto patrocinado pela Petrobrás.

Em 2017 dirigiu a performance Cartografia do Assédio, junto à Karma Cia de Teatro, de Itajaí/SC.

Em 2018 atua em Ilusões, texto de Ivan Viripaev, sob direção de Fabio Salvatti, em projeto comemorativo dos 10 anos da La Vaca Compnhia de Artes Cênicas financiado pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2017.

 

 

No cinema atua como ator, diretor, documentarista e roteirista.

 

Como documentarista e pesquisador do teatro popular, desenvolve projetos com o Teatro Biriba, tradicional trupe de circo-teatro catarinense, que já resultou na co-direção de três documentários: Sobre Atores e PalhaçosRiso Sobre Rodas e É Bucha! 40 Anos de Teatro Biriba.

 

Entre os trabalhos mais importantes em cinema foi protagonista nos curtasVeludo & Cacos-de-Vidro (Marco Martins, 2004), Se eu morresse amanhã (Ricardo Weschenfelder, 2010), Beijos de Arame Farpado (Marco Martins, 2011) e Desencanto (Marco Stroisch, 2013).

 

Em 2008 escreveu, dirigiu e protagonizou o curta Ângelo, O Coveiro, projeto vencedor do Edital Cinemateca Catarinense. O curta foi premiado no 13º FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul 2009 nas categorias melhor curta catarinense, melhor vídeo pelo júri popular e melhor ator para Renato Turnes.

 

Em 2011 atuou no longa-metragem Rendas no Ar, de Sandra Alves e dirigiu o curta O Homem Dublado, premiado no Edital Catarinense de Cinema 2010 e no Programa Petrobrás Cultural 2010.  

 

Esteve ainda como ator em Os Sapatos de Aristeu (René Guerra, SP) e no longa-metragem Elvis & Madona (Marcelo Laffitte, RJ). 

 

Em 2013 atuou no longa-metragem Ensaio (Tânia Lamarca).

 

Em 2015, o documentário Dona Bilica Naquele Tempo foi premiado no 19º FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul nas categorias: melhor diretor para Renato Turnes, melhor curta catarinense pelo júri oficial, melhor curta catarinense pelo júri popular, melhor curta documentário, melhor montagem.

 

Em 2017, seu roteiro Selma Depois da Chuva, em projeto em parceria com a Vinil Filmes, foi selecionado pelo Edital de Apoio à Produção de Curta-Metragem do Ministério da Cultura. 

Em 2018 participa como ator da série para TV Submerso, co-produção Brasil-Argentina.

Coordena ainda, juntamente com Gláucia Grigolo, o projeto O Baú do Biriba, financiado pelo Prêmio Carequinha 2011, que consiste na restauração dos antigos textos de circo-teatro guardados pela companhia Teatro Biriba em mais de 45 anos de trabalho. Em 2016 publicou o livro O Baú do Biriba - dramas, que reúne uma seleção de melodramas antigos restaurados durante o projeto

Recebeu em 2011 a Medalha do Mérito Cultural Francisco Dias Velho, concedida pela câmara de vereadores de Florianópolis, pela sua contribuição à arte e cultura da cidade.

 

Em 2012 recebeu o Prêmio Waldir Brazil, concedido pela Academia de Letras e Artes de Santa Catarina, como destaque do ano em teatro.

 

Em 2015 foi o artista homenageado na 22º edição do Floripa Teatro - Festival Isnard Azevedo, recebendo o Troféu Isnard Azevedo em reconhecimento à sua contribuição ao teatro produzido em Florianópolis..

Dirigiu em 2013 O Homem de Agrolândia, solo com Malcon Bauer, projeto premiado no Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura - Fundação Catarinense de Cultura.

Também em 2013 estreou na direção em dança com Eu faço uma dança que a minha mãe odeia, solo com Karin Serafin, contemplado com o Prêmio Klauss Vianna FUNARTE de dança 2012. 

Em 2014 estreou UZ, outro texto de Gabriel Calderón, projeto financiado pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura - Fundação Catarinense de Cultura.

 

 

Foto Breno Turnes